Defesa contesta transferência do julgamento do caso Bruno e Dom para Manaus

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Bruno e Dom - Foto: Reprodução Redes Sociais


A defesa dos acusados pela morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips criticou a decisão da Justiça Federal que transferiu o julgamento de Tabatinga para Manaus. Segundo os advogados, a medida viola o princípio do foro natural, ao afastar o júri da comunidade diretamente impactada pelo crime.

A transferência foi determinada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), após pedido do Ministério Público Federal (MPF), que alegou necessidade de mais segurança, independência e agilidade no processo, diante de limitações estruturais em Tabatinga.

Com a decisão, Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima, apontados como executores do crime, serão julgados na capital amazonense. A defesa sustenta que a mudança compromete a legitimidade do júri popular e enfraquece a participação da população local.

O julgamento ainda não tem data definida, mas deve ocorrer ao longo de 2026. O caso segue acompanhado por organizações indígenas, entidades de direitos humanos e pela imprensa internacional.


Por Redação com ajuda de IA

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