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| (Foto: Divulgação) |
Representante da companhia afirmou que manterá suas rotas pelo interior do estado, mas ressaltou cautela devido à guerra no exterior
O gerente de relações institucionais da Azul Linhas Aéreas, Cesar Grandolfo, rebateu a informação de que a companhia estaria suspendendo voos para o município de Tabatinga (1.106 km de Manaus) ou qualquer outro município atendido pelas aeronaves da empresa, mesmo em meio à crise no setor aéreo, que enfrenta aumento no preço dos combustíveis devido à guerra no Irã.
“Essa informação não procede, nós não suspendemos voos para nenhuma cidade. Não só Tabatinga, para nenhuma cidade na Amazônia Legal, no Amazonas, no Norte do País. Nós não temos essa previsão, então a notícia de que a Azul suspenderá essa operação não procede”, disse.
A suposta suspensão havia sido anunciada pelo deputado estadual João Luiz (Republicanos) na última semana. Segundo ele, além de Tabatinga, haveria ameaças de suspensão em Eirunepé e São Gabriel da Cachoeira. A fala veio acompanhada de um levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de que mais de 2 mil voos programados para maio foram suspensos, o que incluiria o Amazonas.
Cesar Grandolfo ressaltou, no entanto, que realmente há um cenário desafiador em vista da disparada do preço do barril do petróleo causado pela guerra no Irã. Segundo ele, as distribuidoras de combustível já repassaram cerca de 58% do novo preço, hoje na faixa de 100 dólares, neste mesmo mês, impactando no valor do querosene de aviação, um dos maiores gastos das companhias aéreas.
“As empresas agora têm que olhar com mais calma, mais cautela, para toda a sua malha, entender qual a melhor forma de ela entregar os usos que tinha prometido e, principalmente, talvez, na expectativa de crescimento que o setor teria para os próximos meses. Tudo que eu esperava crescer, eu estou sendo mais comedido, porque preciso entender onde essa questão do combustível irá parar”, avaliou.
O gerente destacou ainda que, mesmo com o fim da guerra entre Estados Unidos e Irã, levará meses até que o preço do barril do petróleo e dos combustíveis retorne ao patamar anterior ao conflito, fazendo com que seus efeitos ainda sejam sentidos por um tempo. Ainda assim, a Azul manterá todas as ruas rotas no Amazonas.
“Hoje, nós temos 20 destinos atendidos a partir de Manaus, sendo 11 para dentro estado. Não são 12 porque tem uma questão de infraestrutura, mas a gente hoje atende 12 cidades dentro do Amazonas, conectando toda a população aos grandes hubs da companhia em Recife, Confins e Campinas”, frisou.
Segundo ele, o único destino suspenso no momento é no município de Eirunepé por conta problemas na infraestrutura do aeroporto local. Os voos da Azul para a cidade estão suspensos desde maio de 2025. A questão chegou a virar alvo de um procedimento administrativo no Ministério Público do Amazonas (MP-AM) em janeiro deste ano, para acompanhar as providências necessárias e retomar o serviço.
Passagens
Questionado sobre o aumento do preço das passagens aéreas, também consequência da disparada no querosene de aviação, Cesar Grandolfo confirmou que os custos precisam ser repassados aos passageiros em meio a um aumento como o que ocorreu nos últimos meses, impactando negativamente o setor.
“Hoje a gente tem cerca de 16 mil funcionários no Brasil todo, eu vou para cerca de 130 destinos, tenho quase 200 aviões arrendados para manter uma malha dessa. Então, para que a gente possa honrar todos os compromissos, o aumento no custo do cruzeiro de aviação reflete um impacto no preço. Obviamente a gente tenta repassar o mínimo possível para o ticket de passagem”, explicou.
Ele informou ainda que o semento aguarda algumas definições por parte do governo federal que podem dar a certeza de que o impacto será menor para as empresas aéreas. No início de abril, o governo do presidente Lula (PT) publicou um decreto que zerava impostos federais sobre o querosene de aviação a fim de reduzir os efeitos negativos da subida do combustível.
Por Acrítica

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