Veículo do exercito brasileiro com as bandeiras brasileiras e colombianas. — Foto: Lucas Macedo/g1 Amazonas Tabatinga, no extremo Oeste d...
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| Veículo do exercito brasileiro com as bandeiras brasileiras e colombianas. — Foto: Lucas Macedo/g1 Amazonas |
No local, não há muros, postos rígidos de fiscalização ou grandes divisões territoriais. A circulação de pessoas acontece de forma natural, reforçando a forte integração cultural e econômica entre as duas cidades, consideradas por pesquisadores como uma espécie de “cidade gêmea”.
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Entrada de Tabatinga na fronteira com a Colômbia — Foto: Lucas Macedo/g1 Amazonas
A mistura cultural é percebida em todos os detalhes da rotina. De um lado da avenida, fala-se português e utiliza-se o real; do outro, predominam o espanhol e o peso colombiano. Ainda assim, o “portunhol” acaba sendo a principal forma de comunicação entre moradores e comerciantes.
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| Militares usam balaclava nas fiscalizações para se protegerem do crime organizado. — Foto: Lucas Macedo/g1 Amazonas |
Segundo especialistas, a fronteira vai além de um limite geográfico e se transforma em um espaço de convivência compartilhada. Para quem vive na região, atravessar a rua significa apenas continuar a rotina normalmente.
Além da Colômbia, Tabatinga também faz fronteira com o Peru. O acesso até a ilha de Santa Rosa, território peruano, é feito em poucos minutos por pequenas embarcações conhecidas como “peque-peques”, que cruzam o Rio Solimões diariamente.
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| Placa que marca o encontro entre Letícia e Tabatinga. — Foto: Lucas Macedo/g1 Amazonas |
Apesar das potencialidades culturais e turísticas, Tabatinga enfrenta desafios ligados à segurança pública. A cidade é apontada por estudos como uma das principais portas de entrada do tráfico internacional de drogas na Amazônia, devido à proximidade com Colômbia e Peru, grandes produtores de cocaína.
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| Militares usam balaclava nas fiscalizações para se protegerem do crime organizado. — Foto: Lucas Macedo/g1 Amazonas |
Relatórios de segurança indicam que facções criminosas brasileiras disputam o controle das rotas fluviais utilizadas para o transporte ilegal de drogas pela região amazônica. Ainda assim, moradores destacam que a convivência pacífica e a integração cultural seguem sendo marcas fortes da cidade.
Mesmo cercada por desafios, a Avenida da Amizade continua representando o principal símbolo da união entre Brasil e Colômbia em plena Amazônia.
*Com as informações do G1
Por Redação SIMCOM







