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Ribeirinhos do Amazonas podem ganhar prioridade em saúde, educação e assistência social

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Projeto cria Estatuto da População Ribeirinha e prevê ampliação do acesso a saúde, educação, transporte e outros serviços essenciais

Os moradores de comunidades ribeirinhas do Amazonas poderão contar com um novo instrumento legal voltado à proteção de seus direitos e à ampliação do acesso a serviços públicos. Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) propõe a criação do Estatuto da População Ribeirinha, iniciativa apresentada pelo deputado estadual Rozenha (PSD).

A proposta busca reconhecer oficialmente as particularidades sociais, culturais, econômicas e territoriais das populações que vivem às margens de rios, lagos e igarapés, além de estabelecer diretrizes para o desenvolvimento de políticas públicas específicas para essas comunidades.

Quem será beneficiado pelo Estatuto

De acordo com o projeto, serão considerados ribeirinhos os grupos sociais que residem próximos aos recursos hídricos e mantêm uma relação direta de subsistência, trabalho ou identidade cultural com esses ambientes.

O texto destaca que muitas dessas comunidades enfrentam dificuldades relacionadas ao isolamento geográfico, limitações de infraestrutura e obstáculos no acesso a serviços básicos, fatores que justificam a adoção de medidas diferenciadas por parte do poder público.

Prioridade no acesso a serviços públicos

Entre os principais pontos previstos na proposta está a priorização da população ribeirinha em programas e políticas públicas nas áreas de:

  • Saúde;
  • Educação;
  • Transporte;
  • Assistência social;
  • Segurança alimentar;
  • Conectividade digital;
  • Regularização documental.

A iniciativa pretende reduzir desigualdades históricas enfrentadas pelas comunidades do interior do estado e garantir maior eficiência na oferta de serviços essenciais.

Saúde itinerante e ampliação do atendimento

Na área da saúde, o projeto prevê o fortalecimento de modelos de atendimento adaptados à realidade amazônica. Entre as medidas propostas estão o incentivo ao uso de embarcações de saúde, unidades móveis e serviços itinerantes para alcançar localidades de difícil acesso.

A intenção é ampliar a cobertura dos atendimentos e facilitar o acesso da população ribeirinha a consultas, exames e demais serviços médicos.

Educação adaptada à realidade das comunidades

O texto também contempla ações voltadas à educação, defendendo metodologias compatíveis com as características locais. Uma das propostas é a flexibilização do calendário escolar para adequá-lo às condições de deslocamento, períodos de cheia e vazante dos rios e demais particularidades da vida ribeirinha.

A medida busca reduzir a evasão escolar e ampliar as oportunidades de aprendizagem para crianças, jovens e adultos que vivem nessas regiões.

Tecnologia e desenvolvimento sustentável

Outro destaque do Estatuto é a previsão de programas voltados à inclusão digital e ao fortalecimento da economia local.

Entre as iniciativas previstas estão:

  1. Implantação de serviços de telemedicina;
  2. Ensino remoto assistido;
  3. Capacitação profissional;
  4. Programas de inclusão produtiva;
  5. Incentivo à pesca sustentável;
  6. Apoio ao extrativismo;
  7. Fortalecimento da agricultura familiar.

A proposta tem como objetivo promover o desenvolvimento econômico das comunidades sem comprometer os recursos naturais da região.

Participação das comunidades nas decisões

O projeto também estabelece mecanismos para garantir a participação direta dos ribeirinhos na elaboração das políticas públicas. A proposta prevê a realização de consultas públicas, audiências e a criação de comitês temáticos que permitam às comunidades contribuir na formulação, acompanhamento e avaliação das ações governamentais.

Segundo o texto, a medida busca assegurar que as demandas locais sejam consideradas na construção das políticas destinadas à população ribeirinha.


Próximos passos

O projeto segue em tramitação na Assembleia Legislativa do Amazonas e deverá passar pela análise das comissões técnicas da Casa antes de ser submetido à votação em plenário.

  

*Com informações jornalista  Ana Flávia Oliveira

Por Redação SIMCOM