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Dragagem no Alto Solimões começará em agosto e deve beneficiar Tabatinga, Benjamin Constant e São Paulo de Olivença

  (Foto:Divulgação) Obras previstas pelo Dnit visam garantir a navegabilidade no Alto Solimões durante a estiagem; El Niño aumenta preocupa...

 

(Foto:Divulgação)


Obras previstas pelo Dnit visam garantir a navegabilidade no Alto Solimões durante a estiagem; El Niño aumenta preocupação com seca severa na região


O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que as dragagens previstas para 2026 nos rios do Amazonas terão início a partir de agosto. No Alto Solimões, os trabalhos vão contemplar os trechos entre Tabatinga, Benjamin Constant e São Paulo de Olivença, municípios estratégicos para o transporte fluvial da região.

A medida ocorre em meio à previsão de uma estiagem mais intensa, influenciada pelo fenômeno El Niño, que costuma reduzir o volume dos rios na Amazônia.

Segundo o Dnit, os levantamentos hidrográficos já estão em andamento e devem ser concluídos na primeira quinzena de julho. Os dados serão utilizados para identificar os pontos mais críticos e definir as áreas prioritárias para dragagem.

Além do Alto Solimões, os serviços também serão realizados nos trechos Coari–Codajás e Manaus–Itacoatiara.

Investimento de R$ 465,7 milhões

O contrato para execução das dragagens foi firmado em 2024, com validade de cinco anos e investimento estimado em R$ 465,7 milhões. O objetivo é garantir a navegabilidade em rotas fundamentais para o abastecimento e a economia do Amazonas.

Setor cobra antecipação das obras

O vice-presidente da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), Fernando Resano, defende que as dragagens sejam realizadas antes do período mais crítico da seca, normalmente registrado em outubro.

Segundo ele, áreas como a Enseada do Madeira e a Passagem do Tabocal acumulam grande quantidade de sedimentos, dificultando a navegação e obrigando embarcações a reduzirem a carga transportada.

“Se a dragagem ocorrer em agosto, as restrições em outubro serão menores ou até inexistentes”, afirmou.

Seca preocupa autoridades

A preocupação com a estiagem levou o governador do Amazonas, Wilson Lima, a decretar estado de emergência climática e ambiental para antecipar ações de enfrentamento aos impactos da seca.

De acordo com o governo estadual, rios como Madeira, Amazonas, Juruá e Purus já apresentam redução no nível das águas, cenário semelhante ao registrado durante a forte seca de 2023.

Custos extras durante a estiagem

Na última grande seca, terminais portuários precisaram instalar estruturas provisórias em Itacoatiara para garantir o abastecimento de Manaus. A operação exigiu o uso de balsas e aumentou os custos logísticos.

Segundo a Abac, as dificuldades operacionais geraram despesas adicionais para o transporte de cargas e impactaram o fluxo de mercadorias destinadas à capital amazonense.

Fonte: A Crítica.

Por Redação SIMCOM