De volta à cidade natal para prestigiar o evento e compartilhar experiências e conhecimentos, o ator ressaltou o crescimento do festival e a força cultural de um povo que, segundo ele, “pulsa a cultura”.

Durante a entrevista, Diego Léo também falou sobre o papel da tecnologia na criação, produção e divulgação de conteúdos e revelou o sonho de construir um teatro em Tabatinga, com espaço dedicado às artes cênicas.

A proposta, segundo o ator, seria criar grupos de teatro locais, possibilitando que os moradores tenham a oportunidade tanto de se apresentar quanto de assistir a espetáculos, além de promover intercâmbios culturais com grupos de outras regiões.

“Que nossa cidade não fique à margem. A gente mora na borda do Brasil, mas não somos a borda. Somos o Brasil também”, afirmou Diego Léo.

O ator destacou ainda as características culturais únicas da região, marcada pela Tríplice Fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru e pela presença de diversos povos originários, cujas culturas ultrapassam as fronteiras geográficas.

“Ver o FESTISOL celebrar tudo isso é lindo demais. O que a gente tem aqui é muito específico e especial”, afirmou.

Diego Léo também comentou sobre a necessidade de ampliar a visibilidade da região amazônica. Segundo ele, a experiência de morar fora do Amazonas fez com que percebesse ainda mais a importância de mostrar ao país e ao mundo a realidade cultural da região.

“Morando fora, eu percebo o quanto a gente precisa ser visto. As pessoas não conhecem o Brasil. Nós não somos o Brasil profundo, nós também somos o Brasil”, declarou.

Filme sobre o FESTISOL

Durante a entrevista, Diego Léo revelou que está trabalhando em um novo projeto cinematográfico inspirado na história e na cultura do FESTISOL. O roteiro está sendo desenvolvido e tem como título provisório Sagrado Coração.

O projeto tem direção de Giovani Barros e produção de Gabriel Bortolini (REPRODUTORA). De acordo com Diego, o diretor ficou impressionado com o Festival Internacional de Tribos do Alto Solimões e com a riqueza cultural da região.

A história do filme começa com um homem que se transforma em onça e será ambientada na realidade da Tríplice Fronteira, explorando elementos culturais e simbólicos característicos da região.

Teatro como oportunidade para os jovens

Diego Léo também sugeriu a criação de um Festival de Teatro Amador em Tabatinga. Para ele, a iniciativa poderia contribuir para o desenvolvimento cultural da cidade e despertar o interesse dos jovens pelo teatro, pela criação de textos e pelas artes cênicas em geral.

O ator contou que seu próprio contato com a arte começou ainda durante a vida escolar e destacou a importância dos professores nesse processo.

“Eu fui me entendendo artista nas apresentações escolares. Sou muito grato aos professores que me estimularam, e ter a experiência é essencial”, afirmou.

A entrevista foi realizada pela Rádio Nacional do Alto Solimões durante a passagem de Diego Léo por Tabatinga para a 12ª edição do FESTISOL.

Fonte do conteúdo: Rádio Nacional do Alto Solimões Texto: Redação Tabatinga News